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Gestão Empresarial – Política vs. Lean

Passadas as eleições 2018, nós da WCBM Consultoria Empresarial Ltda. refletimos não sobre os resultados onde o partido “A” perdeu sua participação no cenário nacional e outros cresceram, mas sobre o que seria uma gestão pública baseada nos princípios e conceitos Lean.

Tudo deveria começar escutando a voz do cliente, aquele que sempre paga a conta!

E quem seria o cliente? Acho que é óbvio, é o povo, aquele que coloca os políticos onde estão (pelo menos uma parte deles, porque uma outra parte é eleita por outros meios indiretos, previstos nas regras eleitorais).

Após escutar essa voz, dever-se- ia traduzi-la em ações (entenda-se como projetos ou iniciativas de melhorias), mas, como as oportunidades de melhoria são infinitas e os recursos são finitos, devemos classificar as ações através de uma análise de “impacto x dificuldade em implementar”. A tempo, “impacto” medido em relação às principais necessidades dos clientes e “dificuldade” considerando-se o prazo em implementar com os recursos disponíveis.

Assim, poderíamos começar pelas ações de alto impacto e baixa dificuldade, seguido pelas de baixo impacto e baixa dificuldade, e finalmente seria a vez daquelas de alto impacto e alta dificuldade (neste caso, sendo ainda mais criterioso na hora de escolher as ações que de fato merecem ser implementadas).

Outra técnica que ajudaria a identificar mais oportunidades de melhoria seria a identificação de desperdícios na “máquina pública”, constituída por coisas que ao invés de contribuir para entregar produtos e serviços que os clientes necessitam, apenas geram custos sem nenhum benefício percebido pelos clientes, a não ser a conta que certamente terão que pagar através dos impostos.

Uma auditoria nos “5M’s” (Mão de Obra, Máquinas/Dispositivos, Materiais, Métodos e Meio Ambiente – no sentido de fluxos de processos administrativos na prestação de serviços à população) poderia apontar os principais problemas de Qualidade, Custo e Entrega nos serviços e produtos da “máquina pública”. A implementação de ações corretivas e preventivas seria o caminho para satisfazer as necessidades dos clientes.

Tenho a mais absoluta certeza de que essas auditorias nos mostrariam:

  • MUDA (desperdícios no sentido de sub aproveitamento dos 5M’s existentes),
  • MURA (falta de adesão aos procedimentos, ou mesmo a falta deles, que provoca diferentes critérios na prestação de serviços aos clientes),
  • MURI (sobrecarga em alguns recursos existentes para a prestação de serviços aos clientes).

O problema é que o Lean nos leva a fazer “mais com menos”, sem matar ninguém de tanto trabalhar ou colocar alguém em risco de acidente ou comprometer a qualidade dos produtos e serviços entregues aos clientes, respeitando o meio ambiente e o “Compliance” (conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer., e a “máquina pública” caminha na exatamente na contramão desta visão.)

Há então um grande “paradigma” (no sentido de “verdade verdadeira que não é tão verdade assim”) a ser rompido, que exigirá “mentes abertas” e forte direcionamento para a ação (fazer acontecer a qualidade, custos e prazos) perfeitamente alinhada com as necessidades dos “clientes” e não com o desejo de perpetuação no poder e outros interesses pessoais.

Somos otimistas, não perdemos a esperança de eleger representantes menos “contaminados” com o “status quo” da máquina pública atual, independentemente de partido político, que comecem a promover uma mudança comportamental tão necessária para obtermos resultados diferentes na gestão pública.

Talvez eu não veja isso em vida, mas as futuras gerações ... quem sabe? Afinal isso pode levar 16 anos ... ou mais? Bem, 16 anos se começarmos hoje, porque amanhã será 16 anos e 1 dia; depois de amanhã, 16 anos e 2 dias ... e logo 16 anos terão se passado e nada foi feito.

Os profissionais da WCBM Consultoria Empresarial Ltda. possuem mais de 20 anos de experiência como executivos na indústria, seguidos de 15 anos em consultoria, e já ultrapassaram a marca de 1.000 projetos de base lean com foco em Qualidade, Entrega, Custo e Desenvolvimento da Liderança, implementados em mais de 200 empresas na América do Sul, América Central, América do Norte, Europa e África do Sul.

Washington Kusabara

Sócio Diretor e Consultor

 

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