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Gestão – Qualidade vs Filosofia de Longo Prazo

No início do segundo trimestre de 2018 a Toyota premiou os fornecedores locais com os melhores desempenhos em 2017. Os resultados apontam para um aumento na eficiência da sua cadeia de suprimentos. O nível geral da qualidade dos componentes recebidos foi de 10 ppm* (partes por milhão) com defeitos, melhor que a média global de 15 ppm, sendo que pela primeira vez a meta de redução de custos foi alcançada, ou seja, os componentes comprados estão melhores e mais baratos. Essa meta de qualidade vinha sendo perseguida há 20 anos, segundo o vice-presidente da Toyota do Brasil, Celso Simomura, mas há performance melhor no grupo, como a Ásia com 5 ppm. O volume de compras cresceu 23% no ano fiscal abril/2017 – março/2018 quando comparado com o exercício anterior, Dos 120 fornecedores de peças no Brasil, apenas quatro estão em situação delicada, os quais recebem todo apoio da Toyota em termos de melhorias em processos e compra direta de matérias primas. O objetivo é não perder vendas por falta de peças. Há um ponto que considero relevante ressaltar. A Toyota não se ilude com “ppm’s” dos componentes comprados dentro das metas estabelecidas, pois receber componentes comprados com 10 ppm de defeitos é uma coisa. Mas, os seus fornecedores fabricarem esses componentes num nível de 10 ppm com defeitos em seus processos internos é outra coisa bem diferente! Por isso, quando necessário, a Toyota oferece apoio aos seus fornecedores na aplicação dos seus tão conhecidos e copiados fundamentos, conceitos e metodologias com foco na melhoria contínua para viabilizar este equilíbrio de ppm interno vs ppm externo. De fato, pois, do que adianta para um fornecedor entregar componentes num nível de qualidade 10 ppm ao seu cliente, se os seus processos internos não são robustos o suficiente para assegurar consistentemente este mesmo nível de qualidade? O que geralmente acontece nestes casos são inspeções e mais inspeções de qualidade ao longo dos processos para “filtrar” os defeitos e de alguma forma atingir o ppm exigido pelo cliente. Um belo exemplo de atrasos nas entregas, aumento de retrabalhos e refugos, aumento nos níveis de estoques e consequentemente, aumento de custos. A Filosofia de Longo Prazo que a Toyota traz em seu DNA é a responsável em grande parte por estes resultados consistentes e acima da média dos seus fornecedores, que certamente não foram obtidos da noite para o dia, mas conforme já mencionado, o nível atingido de 10 ppm levou 20 anos de muito trabalho com persistência, aprendizado, disciplina e liderança proativa. Outro princípio adotado pela Toyota é a atenção e o respeito que dá aos seus colaboradores e parceiros (onde se encaixam os seus fornecedores). Ela os trata muito bem, principalmente nos momentos de crise. E creio houve muitas crises nesses 20 anos até chegar nos 10 ppm. Como dizem, chegar é uma coisa, permanecer é outra. Melhorar então, nem se fala! Mas e por que não? A questão não deve ser se será possível igualar-se aos asiáticos que estão em 5 ppm, a pergunta é: O que fazer para isso acontecer? Esta situação descrita neste artigo se aplica a sua empresa? Considere-a como uma tremenda oportunidade de melhoria, se usar dos princípios, conceitos e metodologias adequados. Os profissionais da WCBM Consultoria Empresarial Ltda. têm mais de 20 anos de experiência como executivos na indústria, 15 anos de atuação como consultores, com mais de 1.000 projetos implementados em mais de 200 empresas na América do Sul, América Central, América do Norte, Europa e África do Sul. Que tal conversar a respeito? Fale conosco sem compromisso. Washington Kusabara Diretor

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