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O "Controle Visual" - mais uma peça do "quebra-cabeça" Processos, um dos 4 pilares do Modelo Toyota.

Visão Geral do Modelo Toyota (8)

Controle Visual

A toyota segue desenvolvendo sistemas que sirvam de apoio às pessoas.

As pessoas são seres eminentemente visuais. Elas precisam ver o que estão fazendo; assim, olhar para um supermercado de peças e perceber se algo está fora da condição padrão rapidamente e ainda dispor de quadros de gestão visual com gráficos bem elaborados que permitam boas discussões focadas no que precisam fazer, são evidencias irrefutáveis deste fato.

Apesar da “tendencia/moda” da “fábrica sem papel”, onde  tudo é “online/digital”, o Controle Visual ainda tem o seu “papel” na gestão do dia a dia de forma muito eficaz.

Ele auxilia a medir, analisar e agir rapidamente em caso de anomalías de Segurança, Qualidade, Entrega, Custo e 5S (“SQEC5S”) visando assegurar os resultados operacionais com importante impacto financeiro.

Seguimos com a explanação do PROCESSO o segundo dos 4 P’s do Modelo Toyota (“Philosophy, Process, People & Partners and Problem Solving”), que tem como pressuposto:

“O Processo Correto Produzirá os Resultados Corretos”

São sete os princípios que derivam do PROCESSO, sendo que os cinco primeiros já foram temas de matérias publicadas (Fluxo de Processo Contínuo, Sistema Puxado, Heijunka, Parar e Resolver Problemas e Trabalho Padronizado). O sexto princípio, “Controle Visual”, foco deste artigo tem como objetivo:

“Evitar que Nenhum Problema Fique Oculto e Melhorar o Fluxo de Agregação de Valor”

Faça a seguinte pergunta no início do primeiro turno de trabalho: “Será que você consegue acessar pelo computador em uma só tentativa os principais indicadores de Segurança, Qualidade, Entrega, Custos e 5S do dia anterior de uma determinada linha/célula de produção?”

Ainda pelo computador, “será que você consegue analisar quais desses indicadores estão dentro dos objetivos?” E para os indicadores que não alcançaram os objetivos, você consegue ver as ações corretivas/preventivas definidas com responsáveis, prazos e o “status” de implementação? O Controle Visual “Analógico” (folhas de papel com gráficos e planos de ação plotados e escritos à mão, respectivamente) que a Toyota implementa no “gemba” (“local onde as coisas de fato acontecem”) possibilita isso tudo e muito mais.

Entenda-se por “analógico” os quadros com folhas de papel com medição diária de indicadores de Segurança, Qualidade, Entrega, Custos e 5S, acompanhados das respectivas análises de cumprimento em relação aos objetivos estabelecidos e dos planos de ação para os indicadores que não atingiram seus objetivos.

Esses quadros no “gemba” desempenham importante função quando das reuniões de início e troca de turnos, bem como na interface com os quadros de indicadores de performance do nível gerencial, e também para a “Cadeia de Ajuda”, sistema que agiliza a tomada de decisão e liberação de recursos necessários para a solução de problemas no “gemba”. Atenção para não converter o seu quadro de indicadores de performance num “elemento decorativo histórico”, pois alguns quadros de gestão visual, mostram os indicadores de desempenho desatualizados de longa data, além da frequência de medição mensal, o que os classificaria mais como “atestados de óbitos”, porque de fato, não possibilitam nenhuma ação corretiva e/ou preventiva a tempo de atuar positivamente nos resultados do dia a dia.

E atenção, o Controle Visual, não se refere apenas às demarcações de piso e placas de sinalização de materiais que as atividades de 5S costumam implementar. Muitas empresas confundem o 5S com a produção enxuta.

Outra pergunta: “As salas onde costumam realizar as intermináveis reuniões diárias de produção, têm afixadas nas paredes tabelas e gráficos que mostram de forma simples e fácil de compreender os objetivos não atingidos dos indicadores de performance de Segurança, Qualidade, Entrega, Custos e 5S? O foco/discussão é apenas no que não está bem ou também no que está OK?”

Resumindo:

  • Controle Visual é qualquer meio de comunicação usado no ambiente de trabalho para rápida e concisamente nos dizer o que deve feito e se há alguma anormalidade; e se houver, mostrar o que está sendo feito a respeito e os resultados obtidos;
  • O Controle Visual deve ser utilizado para melhorar o fluxo da cadeia de valor, ao fazer com que as “interrupções” nos processos sejam eficiente e eficazmente solucionadas;
  • Tudo isso, é claro, feito de forma “sistêmica”, ou seja, com trabalho padronizado e rotinas seguidas metodicamente.

Convidamos você a seguir esta matéria (“O Modelo Toyota”) através dos próximos “blogs”.

Agradeceríamos receber os seus comentários através do e-mail wcbm@wcbmconsulting.com para melhorar futuras publicações.

Forte abraço e até breve!

 

Washington Kusabara – Sócio Diretor